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Sou Mais Eu...

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26.01.17

O Explorador: Noite de Asneiras

soumaiseu

O filho levanta-se de madrugada, 4 da manhã, encontra o pai sentado na cama e o chão do quarto todo salpicado de urina. Pega numa esfregona com água e detergente para limpar o chão:

- Deixa estar isso que isso agora seca... não é preciso limpar!

De manhã ao entrarmos na cozinha apercebemos-nos que andou a comer de noite. Comeu uma baguette com pasta de atum que o filho tinha deixado a descongelar para levar para o trabalho e uma maçã. Não satisfeito com a coisa atirou as cascas e o caroço da maçã mais o resto do pão que já não lhe coube na barriga para a gaiola da Chinchila (sim, temos uma Chinchila, o Tico, que gosta de companhia  e temperaturas amenas e por isso está sempre connosco na cozinha. Para os que não sabem as Chinchilas tem uma alimentação essencialmente à base de sementes e ervas, a fruta só é permitida se for seca, sem casca e sem caroço, e os nossos "petiscos" devem ser dados de forma muito, mas muito regrada. O que vale é que temos um bom veterinário sempre à disposição...) Claro que quando confrontámos o sogro com as asneiras da noite negou tudo...

- Não comi pão nenhum, não comi maçã nenhuma, não dei nada ao "rato"... Só vim à casa de banho fazer xixi e voltei para a cama...

Tão conveniente! 

27.12.16

O Explorador...

soumaiseu

Este foi o primeiro Natal em que eu discuti com alguém. Com o sogro. A noite anterior à noite de Natal passei-a a vomitar e por consequência passei o dia 24 mal disposta, cheia de dores no estômago, cólicas intestinais, frio, cansaço. Os petiscos  que fiz cá para casa fiz a custo e com sacrifício porque só me apetecia era estar na cama. E é então que na noite de Natal, depois de já termos aberto as prendas, às 5.30 da manhã, o sogro tem um achaque. Está a pé e quer "ir ao funeral do homem que morreu". Explicamos-lhe que não há nenhum funeral, ninguém morreu, e que àquelas horas não se vai a funerais. Insiste. Tentamos mete-lo na cama mas não conseguimos. O filho deita-se deixando-o na sala, sentado na sua cadeira, desperto. Quando dou por ele ressonava ao meu lado. Aquilo irritou-me! Levanto-me e tento mais uma vez dar a volta à situação, irritada como estou não consigo falar-lhe com calma (Mea Culpa), o tom de voz sai-me mais autoritário do que provavelmente seria necessário. E é então que o sogro me grita e me diz "Quem manda aqui sou eu, car....lho! A casa é minha!" O sangue ferveu-me nas veias e as coisas descambaram. Num acesso de raiva descontrolado não me calei, perante a impavidez e serenidade do filho disse-lhe umas quantas verdades, até que percebi que não valia a pena discutir com um homem louco. Provavelmente nesta altura muitos de vós apontam-me o dedo: "Porque raio fizeste tu isso? O que é que te deu? Não sabes que não vale a pena? Que não adiantas de nada?, O homem está louco, não sabe o que diz! "Sei isso tudo! Mas também sei que a situação está cada vez mais complicada. E sei que o meu escape é responder à letra. Sei que por muito que não adiante jamais ficarei calada porque é assim que eu me defendo e me protejo, porque esta é a minha forma de reagir. Mesmo sabendo que nada vou conseguir. Mesmo sabendo que o outro tem a "desculpa" da doença para tudo o que faz, e eu não. Por muito que a doença o justifique não podemos ser constantemente permissivos. Não me calei porque tenho uma filha para criar e não vai ser um sogro mau, venenoso e arrogante que me vai fazer prostar. Posso dobrar, mas jamais partirei! Pela minha filha! 

12.12.16

Tenho mau feitio...

soumaiseu

Pois tenho! E há pessoas que gostam de "cutucar o ceguinho". Senão vejam, saio de casa atrasada para ir ao circo com a miúda. Já tenho pessoas à minha espera. Levo o carro do sogro, um Renault Clio minúsculo, comparado com os carros cá de casa, que o marido usa para levar para o trabalho. Posto isto o carro está ajeitado para ele que é mais alto do que eu, logo é preciso ajustar o banco, a altura do cinto no ombro, os retrovisores, testar o conforto e acesso aos pedais. Oiço uma buzina, alguém quer o meu lugar... Continuo no meu modo de ajustes quando vejo outro micro carro ao meu lado a apitar e a barafustar "Ó minha senhora, é preciso tanto tempo para tirar essa m...da daí? Cara...o!" "Desculpa?" - pensei - "este palhaço só pode estar a brincar comigo!" Vejo-o estacionar o carro mais à frente em segunda fila. Saio do estacionamento a ferver, em brasa, penso cá para comigo "Já vais ver!", abro o vidro do pendura e grito-lhe:

- "Vá para a pu...a que o pariu!" - estico-lhe o dedo do meio e sugiro-lhe - "Meta-o no c.. e que lhe faça bom proveito!"

Dentro do meu carro alguém me diz com um ar incrédulo:

- Mamããããã!

Ups! Esqueci-me que tinha a miúda comigo....  Mas a culpa foi do palhaço que me provocou!

P.S. Peço desculpa pela linguagem imprópria...

04.12.15

Custa muito...

soumaiseu

Na sequência deste meu post cheguei à conclusão que a minha filha de ontem para hoje deve ter "crescido" mais um bom bocado. Ontem dizia-me que não queria ir mais à escola. Vejam, a vergonha dela foi tremenda. O baterem-lhe na escola, o ninguém ter feito nada, o virar costas das "amiguinhas" que se afastaram e a deixaram a soluçar. Foram 5 colegas de turma, meninos, rapazes, com quem nem sequer é costume brincar no recreio que foram em socorro dela, que a levaram para dentro do pavilhão para junto de uma empregada. A minha filha cresceu. Percebeu que as amigas nestas idades são uma coisa muito especial e hoje dizia-me de manhã ao acordar que não tem amigas na escola... sentiu-se traída. A minha menina sente-se sozinha. Da agressora não quer nem ouvir falar, e reparem que estamos a falar de uma miúda que veio cá a casa N vezes nas férias do Verão brincar com a minha filha. Ontem a estalada fez a minha filha crescer, a marca já desapareceu mas a dor ainda lá está. E eu como mãe, nada posso fazer para a aliviar. Crescer é preciso e por vezes dói. É uma chatice...

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