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Sou Mais Eu...

Sou Mais Eu...

09.08.18

E hoje estou que não posso...

soumaiseu

Estou em baixo. Triste. Em luta interior comigo mesma enquanto seguro as lágrimas. E às vezes é tão difícil. A escrita funciona para mim como um escape, mas nada me sai. Sofro de um bloqueio irritante que leva a melhor de mim. E este verão que não termina! E a alegria de quem já fez férias e "foi tão bom"... As fotos enervantes que poluem com a felicidade alheia as redes sociais e me tiram o ar dos pulmões, me deixam sem chão e com vontade de fugir sei lá para onde... Acelera-se-me o ritmo cardíaco num estado de alerta que desconheço, que me assusta, e que em simultâneo me descansa porque penso que se cedesse tudo seria mais fácil. Mas não consigo... Não consigo agir de outra forma. Não consigo baixar os braços e despojar-me da armadura... Meu Deus! O que sobrará de mim? 

16.07.18

E quando a saúde falta...

soumaiseu

... falta-nos tudo. Já a minha avó o dizia. Fui hoje ao médico de família mostrar exames de rotina e não só. Há meses que me queixo da minha mão, mais propriamente do meu polegar. Acordo com ele preso, dorido, interiormente inchado. O diagnóstico chegou hoje: Tendinite de Quervain e Rizoartroze, tudo em fase inicial como se quer, mas já cá estão e vieram para ficar. E agora? Tendo em conta que faço praticamente tudo com a mão direita tenho um sarilho grande para resolver... Não é suposto escrever à mão, tricotar, costurar, fazer ponto de cruz, descascar comida, picar alimentos, tudo o que forem movimentos repetitivos são para evitar... Pois claro! Tenho uma filha de 11 anos, um sogro demente em casa, uns pais sempre às minhas costas, uma afilhada que esta cá a estudar... Como se fosse fácil e possível! E quem faz as minhas coisas? Um sarilho! Um grande sarilho é o que é! 

10.07.18

Saudades de mim...

soumaiseu

Quando vivemos a nossa vida em função dos outros anulamo-nos. Esquecemo-nos de nós. Do que fomos. Do que somos.Daquilo em que acreditamos. É mais fácil fechar os olhos e deixar-nos ir com a maré. Quase que deixamos de existir... Tenho saudades de mim. Do meu sorrir, do meu cantar. Saudades de ser apenas eu em função de mim. Saudades de mim. Tão simples e complicado quanto isso...

05.07.18

Papoilas...

soumaiseu

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É paixão desde miúda. Uma flor vermelha, de pétalas esvoaçantes, num pé fino e demasiado frágil... Com um cheiro forte, como que num constante aviso para nos mantermos longe. E se ainda assim teimarmos em colhe-la murcha num ápice, como quem nos diz "Posso ser bela mas jamais serei tua!". Frágil sim, mas teimosamente resistente! 

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26.06.18

Perguntam-me...

soumaiseu

...porque não tenho escrito nada, que tenho o blog às moscas, que podia escrever sobre tanta coisa. E é verdade. Está às moscas e podia escrever sobre milhentos assuntos, mas a questão é que não me apetece. O tempo não rende. As palavras não surgem. A escrita não flui. Este é um espaço meu, que fala acima de tudo de mim, daquilo que penso, que sinto, que vivo. Das minhas coisas, da forma como as vejo, do que gosto, do que não gosto... E por vezes não há nada a dizer. Ou estamos tão fechados que nada vemos, nada sentimos. Ou simplesmente não queremos ver. Porque ficar neste torpor é demasiado fácil. Nem sempre agradável, mas demasiado fácil. E aos poucos vou-me levantando, vou acordando para a vida, vou regressando devagarinho...

24.01.18

Lembranças...

soumaiseu

Ora hoje vim à Faculdade de Psicologia inscrever a minha afilhada numa cadeira á qual ela quer fazer melhoria de nota. Tendo em conta que a secretaria só abre às 10h cheguei cedo. Resolvi fazer tempo na Faculdade de Letras. "Vou matar saudades"- disse para o meu marido. Passaram 24 anos desde a última vez que cá vim e por isso encontrei tudo diferente. Faltam as mesas nos corredores que acumulavam ninhos de estudantes reunidos em volta dos livros e por esse motivo falta gente para encher aqueles espaços gigantescos. Proliferam os bares, os antigos renovados e de cara lavada, os novos situados mais uma vez onde o pessoal gostava de estudar debaixo de um chapéu de sol ao som do chilrear dos passarinhos que por ali andavam. A biblioteca está fechada. A livraria parece já não existir. O mesmo com alguns "institutos" que me eram tão familiares. É assim. Tudo está diferente. Só mesmo a magnitude do edifício parece intocável ao tempo. Estou sentada no átrio principal, exactamente no mesmo sítio onde há muitos anos atrás me sentei no dia em que me vim increver. Na altura tudo me pareceu enorme e eu tão pequenina. Hoje tudo está diferente e o meu fascínio por este espaço continua intocável. Continua a cheirar á minha faculdade... 

16.01.18

Sobre o Explorador...

soumaiseu

Não há melhoras. Está a tomar uns comprimidos que têm como efeito secundário o aumento das alucinações, por isso é cada vez mais frequente encontra-lo perdido no seu mundo, sem saber se a casa de banho fica para a direita ou para a esquerda, sem saber se dorme "aqui ou lá em baixo"... Muitas das vezes quer ir trabalhar porque ainda trabalha apesar de admitir que já está reformado há muito anos. Quer ir empalhar as vacas. Quer ir plantar batatas. Por vezes pergunta se não esperamos pela minha sogra para jantar quando ela já não está entre nós há mais de vinte e tal anos. Por vezes não quer jantar porque já jantou um bitoque, ou porque já comeu uma tigela de pão com café com leite. Para nós não tem sido fácil, aliás é cada vez mais difícil. O desgaste no casal é brutal. O desgaste individual não é menor principalmente para mim que lido com ele 24h sobre 24h. A família da parte do sogro acha tudo muito fácil, afinal "ele nem faz nada, só está ali quieto"... Dizem-nos para termos paciência sem que lhes passe pela cabeça que esse tipo de comentário é aquele que menos queremos ouvir. É fácil soltar palavras ao vento. É fácil fechar os olhos ao que é óbvio nos nossos rostos. O meu marido emagreceu consideravelmente. Envelhecemos neste último ano e meio. Os cabelos brancos nascem-nos a olhos vistos.  Não temos vida familiar. Não podemos ir juntos a uma festa de anos. Jantar fora é complicado. Ir ao cimena um sarilho. Nunca vamos juntos para nada porque um de nós tem de ficar sempre em casa com ele. Estamos cansados. Saturados. Sem paciência para tudo e até para nós próprios. E onde fica o casal no meio disto tudo? Não fica. É como a ganga surrada.. um dia há-de rasgar! 

07.12.17

Sou uma mãe...

soumaiseu

... que estuda com a petiz. Faço questão de o fazer porque acho que nesta altura é importante ajuda-la a estudar, para que aprenda a fazê-lo comigo e para que ganhe autonomia para estudar sozinha daqui a uns anos. Tem-me dito que não o devia fazer, que a estou a prejudicar, que ela deveria começar a desenvencilhar-se sozinha... e a cara que eu faço é esta: ... Se eu tivesse tido este tipo de apoio em casa quando tinha a idade dela se calhar não tinha chumbado três anos conforme chumbei.... Funciono por instinto e confio nele. Por enquanto é assim que fazemos. Um dia virá em que a deixarei mergulhar no estudo sozinha e sem rede. Até lá... vozes de burro não chegam ao céu!

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