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Sou Mais Eu...

Sou Mais Eu...

03.08.17

As Ritas...

soumaiseu

Estive uma semana no Algarve. Tive de levar o Explorador. Aproveitei a semana de timesharing do sogro do ano passado para fazer uma semana de praia com a minha filha. O sogro só saiu de casa no primeiro dia. Levámos uma cadeira de rodas que alugamos para que nos acompanhasse mais facilmente mas ele recusava-se simplesmente a sair do apartamento. Ainda assim consegui ir ao Zoomarine com a petiz, e passar uma tarde com a minha amiga de adolescência, a Carla, que por acaso também andava por terras algarvias. E isto foi o melhor da semana. Poder estar com ela uma tarde inteira, privar com os filhotes dela... tão bom! E as Ritas? A Rita 2 é a minha outra "filha gémea": se a minha Rita, a Rita 1,  diz que tem uma irmã gémea que é a Rita 2 da minha amiga, isso faz dela também minha filha.  As Ritas dão-se muito bem. E nós mães babamos por ver renascer nas petizes a nossa amizade com tudo o que isso tem de puro. A nossa amizade, a minha e a da Carla, mantém-se e sofre um refresh a cada dia que passa. A das nossas filhas nasce agora, aos poucos, vai ganhando força  dia após dia e é um gosto vê-las juntas, vê-las partilhar brincadeiras, trocar olhares cúmplices e sorrirem com ar maroto. Tão bom! É, não é, Carla? 

29.11.16

Coisas Boas!

soumaiseu

amizade-verdadeira-nao-e-ser-inseparavel-e.jpg

(Imagem daqui)

 

No meio desta confusão e deste caos que normalmente é o meu dia-a-dia ainda me acontecem coisas boas que me fazem muito feliz. Eu explico: reencontrei há já algum tempo uma amiga do 7º ou 8º ano. Uma amiga, não uma colega. Alguém que me foi muito próxima e que por circunstâncias da vida eu perdi. Sabem aquelas amigas que são acima de tudo cúmplices? A quem contamos tudo, com quem desabafamos, a quem contamos os primeiros beijos, com quem partilhamos marotices (e foram tantas meu Deus, ai se as nossas mães soubessem!)? Dessas mesmo! E mais, passados 30 anos tudo continua na mesma. A cumplicidade, o carinho, o gostar. Sinto-me como se tivesse recuperado uma parte de mim. Normalmente neste tipo de reencontro nada resulta, as pessoas mudam, nós evoluímos, crescemos, complicamos, a distância instala-se e torna-se difícil de transpôr... Claro que no nosso caso isso também aconteceu obviamente, senão teríamos ficado presas nos nossos 13/14 anos, mas a essência de cada uma prevaleceu. Reconheço-a no riso maroto, no sentido de humor acutilante, nos trejeitos, no sorrir, na expressão "periclitante" que ainda hoje usa... Tão bom! Chama-se Carla, a metade dela tem o mesmo nome que a minha metade, tem dois petizes lindos, um menino e uma menina que se chama Rita, tal como a minha! Ah, e mais, as Ritas entendem-se muito bem... segundo a Carla "Está-lhes nos genes!"

06.05.13

Quando elas vem de onde menos se esperam...

soumaiseu

 

 

...dói! Mas dói mesmo! A palavra amizade para mim tem muito que se lhe diga. Conheço muita gente de quem gosto muito, por quem me afeiçoei por este ou por aquele motivo e que fazem parte do meu circulo de convivência, mas amigos, amigos a sério daqueles que tem sempre um lugar cativo no nosso coração são poucos, muito poucos. Se calhar o problema é meu, ninguém me manda colocar a fasquia da amizade num patamar tão elevado, mas se não for alto não me serve. Já perdi a conta aos pontapés que levei de biqueiras "amigas"... sempre com a mesma sensação de desalento e decepção... Dizia o Quintino Aires no outro dia  na TV qualquer coisa sobre só haver amizade quando há discussão, que é necessário haver arrufos para que a amizade se cimente... pois bem, eu discordo! Não sou psicóloga, mas no meu mundo não existe espaço para arrufos de amigos. Quando se é amigo de verdade, não se julga, não se critica, não se aponta o dedo, não se discute, conversa-se civilizadamente e com tacto sobre qualquer que seja a questão. Alguns acham que o estatuto de "Amigo" lhes dá carta branca para dizerem o que lhes vem à cabeça, sem tacto, sem diplomacia, sem paninhos quentes! Errado! Um amigo também tem sentimentos, não se espera do outro uma chapadona de luva branca, espera-se sim, compreensão, um dar as mãos enquanto se diz "Anda cá, vamos conversar"... É por isso que dói tanto quanto as chapadas vem de onde menos se espera... Amigos? Eu? Tenho poucos... muito poucos! Quanto menor o numero de amigos, menor o numero de pessoas que me podem desiludir....

12.04.11

O grande CLICK!

soumaiseu

 

Ás vezes conhecemos pessoas a vida inteira que não nos dizem nada... falamos, conversamos, convivemos, mas é tudo demasiado simples, demasiado superficial... Sabemos pormenores das vidas uns dos outros mas isso não tem peso nenhum, nao passam de confidências que se escapam entre conversas de chacha. Nada nos diz nada! Somos amigos? Talvez.... Mas é um grau de amizade estranho, frágil, que ameaça dissolver-se no ar como fumo ao primeiro sopro de uma noite agreste. E o tempo passa e tudo fica na mesma... e por vezes, mesmo sem que haja qualquer tempestade, os laços quebram-se...e o que era deixa de ser.

Outras vezes conhecemos gente que rapidamente toma o seu lugar no nosso coração. São pesoas que conhecemos nas circunstâncias mais improvaveis que possamos imaginar... podem ser o colega de trabalho, o senhor da mercearia, a Caixa do supermercado. E no primeiro sorriso dá-se o grande Click! Sabemos que aquele ou aquela tem muito de nós e nós deles, a empatia instala-se, os alicerces cimentam-se e aí sim, aí temos uma grande amizade... que nasce às vezes do nada, e cresce instantaneamente....

Como flores coloridas num canteiro bem cuidado!

25.05.09

Nostalgia

soumaiseu

Ontem fui a uma festa de aniversário.

A dada altura, quando a meio da tarde se falava de amigos, amizades... comentava eu com uma amiga que uma outra se tinha afastado de mim, sem qualquer reticência ou aviso prévio... e essa "amiga" com quem eu conversava dizia-me que era "normal que em determinadas alturas da vida se esteja mais próximo de umas pessoas do que outras..." Ora eu tenho muito mau feitio para este tipo de afirmações. E embora não tenha dito nada, azedou-me por completo o resto da festa, que até já nem estava ser grande espingarda!

Irrita-me profundamente que as pessoas vejam os amigos como lenços de assoar, mera decoração no palco da vida de cada um, acessórios.... Irrita-me que só me vejam quando precisam de mim, ou quando não tem mais ninguém por perto a quem possam recorrer. E irrita-me a falta de chá de não o saberem disfarçar. Há coisas que não se dizem!

Eu não sou assim. Não conseguiria ser assim mesmo que o quisesse... Os poucos amigos que tenho guardo-os no coração, são poucos. Os cinco dedos de uma mão são demasiados para os contar... escolho-os com muito cuidado... cada um deles é tão valioso para mim como uma pedra preciosa. E faço questão de estar sempre por perto. Se precisam de mim vou a correr.... já que mais não seja para os ouvir...

Dito isto penso que é fácil perceber porque é que a tal afirmação me deixou fora de mim...  E depois do choque ficou a nostalgia... foi aí que percebi que mais do que chateada eu tinha ficado triste... tão triste que nem comentei o assunto cá em casa. Serei eu que estou errada? Será mesmo natural que assim seja? Que os amigos verdadeiros sejam mantidos arrumados em prateleiras como fazemos com a roupa de Inverno durante o Verão? Não há que arejá-los? Mimá-los? Mais triste ainda é saber que no meu círculo de convívios, e digo "convívios" porque me recuso a usar o termo amizade, existam pessoas assim, tão vocacionadas para o descartável...

Eu prefiro manter-me como sou. Eu mesma! Fiel aos meus princípios e leal aos meus verdadeiros amigos. Tenho a certeza que é por isso que eles gostam de mim.

 

Sou como sou!

 

 

 

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