Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2016

O Explorador...

Ontem o filho veio mais cedo para levar o pai ao barbeiro e esta noite, às 5 da manhã o sogro está acordado. Já tem a cama feita e acorda-nos com o "toc-toc" ritmado da sua bengala no chão de madeira.

- Que estás a fazer acordado? - Pergunta o filho.

- Estou à espera para ir cortar o cabelo. 

- Mas cortamos o cabelo ontem, não te lembras?

- Mas não me cortaram os pelos do nariz e agora quero ir lá para mos cortarem...

Novo Round feito por mim:

- Então? Está acordado?

- Estou a fazer contas...

- A esta hora? As contas fazem-se de dia, não é durante a noite... Sabe que horas são? Veja lá no relógio as horas que são. (Normalmente uso esta técnica porque o sogro tem tendência a não acreditar ou desconfiar do que lhe dizemos, contudo ele sabe ver as horas, e quando lhe peço que o faça o peso da realidade parece chama-lo mais à razão do que qualquer coisa que nós possamos dizer.)

- São 5 e 10...

- Então? Está sentado na cama, ao frio, não pode ligar a televisão que não são horas para isso...

- Pois não, eu também não a liguei por causa disso...

- Então deite-se, mesmo que não tenha sono pelo menos está quentinho... ainda se constipa que as noites vão frias e o seu quarto é um gelo. 

Ficou parado a olhar para mim e a digerir a conversa. Volto para a cama e é a vez do filho lá ir. Lá o consegue deitar. 

- O meu pai já está deitado...

- Ele já! Mas agora sou eu que não tenho sono... 

 

sinto-me: Cansada.....
publicado por soumaiseu às 11:47

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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2016

Porque não há cão como o nosso...

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(Foto minha: Doggy, o meu cão)

Fez ontem um ano que te vimos partir. Fez ontem um ano que tivemos de perceber que amar um cão é muito mais do que leva-lo à rua ou providenciar para que nada lhe falte. Com um cão aprendemos o que é o amor incondicional. Aprendemos a gostar de uma maneira muito mais pura e genuína. E quando chega o momento há que decidir o melhor para ele. E como dói tomar essa decisão Meu Deus! Ainda hoje me escorrem lágrimas pelo rosto porque  é muito difícil abrir mão mesmo sabendo que tem de ser, que nada mais podemos fazer, que chegou a hora de nos separarmos. Nada nos faz abrandar a dor e dói, dói muito! Às vezes sinto o teu cheiro em casa. Um vizinho antigo, também ele apaixonado por animais, diz que "são eles que nos vêm visitar a casa". Gosto dessa ideia. A casa nunca mais foi a mesma. Fazem-me falta os tufos de pelo pelos 4 cantos, o teu peso bruto aos pés da cama, a suavidade do teu pelo na cabeça e a aspereza que ele tinha no teu cachaço. A tua cauda grossa que nos cumprimentava ressoando no chão de madeira. O teu roçar de corpo nas nossas pernas que quase nos mandava ao chão. Nunca mais tivemos de ir passear o cão à rua mas continuamos a deixar nos nossos pratos o teu mimo. Continuamos a comer sandes olhando para a última dentada que reservávamos para te dar a tua medicação. Quando me cruzo com outros cães na rua procuro nos olhares deles o teu olhar meigo mas nenhum se parece sequer contigo e as saudades magoam. Fazes-nos falta. Trazias ao de cima o melhor que tínhamos, o nosso melhor. Sem ti tudo ficou mais difícil e menos bonito. A tua cor negra alegrava os nossos dias. Continuas a ser o nosso cão e mesmo sem te termos connosco o laço permanece, invisível e firme, porque não há cão tão bom como o nosso cão... Onde quer que estejas, olha por nós.

sinto-me: De coração partido...
publicado por soumaiseu às 11:34

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Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2016

Coisas minhas...

Ter uma pessoa demente em casa não é fácil, ter o sogro em casa com esse problema ainda menos se tivermos em conta que este sogro nunca foi "acessível". Há para trás muitos anos de ressentimento que não vou expor aqui porque francamente são coisas que me envergonham. Envergonho-me de o ver ter certos comportamentos, certas atitudes, de o ouvir dizer certas coisas, fazer certas afirmações. Digo-vos apenas que este senhor me fez passar aquela que foi a maior vergonha da minha vida, e olhem que eu não sou pessoa de fragilidades, mas o humilhar outro ser humano publicamente é algo que me incomoda, e não só eu fui a visada, o próprio filho também foi tido "em consideração". Águas passadas não movem moinhos. O que é certo é que neste momento o sogro precisa de mim, e não é fácil. Tenho de arrumar num canto escuro todo o meu ressentimento porque uma coisa é lidar com ele pontualmente outra coisa é tê-lo 24h sobre 24h na minha casa. Ainda assim, com a Graça de Deus, vou conseguindo, mas levo com os cheliques de todos os que me rodeiam porque não percebem a doença, o porquê de certos comportamentos, porque ao contrário de mim vão buscar águas passadas e fazem questão de manter essas lembranças bem vivas na cabeça deles e por consequência na minha... Há dias em que eu me sinto no limite. Estou cansada de ser forte, estou cansada de carregar o mundo às costas, estou cansada de levar com os fanicos dos outros e não me poder dar ao luxo de ter os meus próprios fanicos, de não poder simplesmente baixar os braços e permitir-se ser frágil... Pergunto-me qual é o dia em que vou estoirar. Todos nós aguentamos até um certo limite, qual será o meu?

sinto-me: Desanimada...
publicado por soumaiseu às 10:48

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Quarta-feira, 21 de Setembro de 2016

Como ando...

Poderia dizer-vos tanta coisa, mas a verdade é que não me apetece... Sou como um desenho feito a lápis de carvão: cada dia que passa apago-me mais uma bocadinho... lentamente...

sinto-me: ...
publicado por soumaiseu às 09:49

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Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2016

Amor a cão....

Ontem o marido foi ao veterinário buscar umas coisas.

- Então? Quando é que arranjam um novo cão? 

- Não... Tão depressa não....

- Nós também dizíamos a mesma coisa (O Dr. Roberto teve de pôr a dormir o próprio cão no dia de Natal), até aparecerem estas (ele tem duas cadelas grandes, enormes, uma Rafeira Alentejana e outra Galga, lindas de morrer! Meiguinhas, uns doces!!!!). Vocês só dizem isso até aparecer alguma desgraça.... 

Ontem fez dois meses que o meu cachorro nos deixou. A questão é que tenho imensa saudades do meu cão. Do seu pelo, do seu cheiro. Sinto falta daquele olhar, do seu olhar. E neste momento nenhum cão me enche as medidas. Só olho para os grandes. Faço montes de festas ao cão do vizinho que é um Pastor Alemão, afago o "Amigo" Labrador do fundo da rua carinhosamente. Mas falta-me aquele toque. Aquele arfar. Um cão preto põe-me invariavelmente os olhos rasos de água e as saudades apertam-me o coração. Ter um cão é a coisa melhor do mundo. Um cão é um ser muito especial que se identifica e completa connosco. É mais do que um animal de estimação, mais do que um amigo próximo ou especial, mais do que um elemento da família. Com um cão não há fingimentos. O laço que se cria entre ele e os seus donos é invisível mas forte como aço. Não há maior ternura do que aquela que vemos nos olhos do nosso cão quando o acariciamos. Amar um cão é algo que nos permitimos ou não fazer, e quando o fazemos perde-los é uma coisa terrível, uma dor muito profunda. Ainda estou de luto. Ainda sinto falta. Ainda choro por ele. Ainda não sou capaz de o substituir... ainda não! E ainda não lavei a capa da chuva.... não sou capaz! 

sinto-me: Ainda triste!
publicado por soumaiseu às 15:07

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Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2016

Coisas minhas.

O vegetarianismo interessa-me. Sempre me interessou. Nos meus tempos de faculdade adorava ir almoçar à cantina para comer uma refeição macrobiótica. Se calhar a macrobiótica não tem nada a ver com o vegetarianismo mas a mim parece-me tudo muito igual (tenho de ir pesquisar na net). Gosto de legumes, de tofus e afins. Todas essas coisas me agradam. E sei que o consumo de animais tem as suas consequências não só a nível ambiental mas também na nossa própria saúde. Cá em casa come-se carne a mais. Todos gostamos e abusamos. Frango então nem se fala, e por isso dei comigo a pensar na quantidade de aves que morrem só para alimentar o nosso apetite voraz. Devia tornar-me vegetariana, pensei. Liga-me o marido (timing certo para eu o aborrecer com as minhas questões existenciais). Conto-lhe. Resposta: "Então já posso ir ver os jogos do Sporting sem me chateares?"... É mau! Muito mau! Eu explico-vos: quando ele vai ver o Sporting eu peço-lhe quase sempre para me trazer uma sandes de courato... Ninguém merece! Eu a tentar ter uma atitude nobre e ele aplica-me um golpe baixo! Verdade será que manter o vegetarianismo em terras de Cinfães é muito complicado quando nos põem na mesa pratos como cabrito e borrego assado em forno de lenha, painças, papas de sarrabulho, rojões, arroz de salpicão e moira, presunto... Será que posso ser uma vegetariana sazonal? Pois... também me parece que não....

sinto-me:
publicado por soumaiseu às 13:51

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Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2015

Custa muito...

Na sequência deste meu post cheguei à conclusão que a minha filha de ontem para hoje deve ter "crescido" mais um bom bocado. Ontem dizia-me que não queria ir mais à escola. Vejam, a vergonha dela foi tremenda. O baterem-lhe na escola, o ninguém ter feito nada, o virar costas das "amiguinhas" que se afastaram e a deixaram a soluçar. Foram 5 colegas de turma, meninos, rapazes, com quem nem sequer é costume brincar no recreio que foram em socorro dela, que a levaram para dentro do pavilhão para junto de uma empregada. A minha filha cresceu. Percebeu que as amigas nestas idades são uma coisa muito especial e hoje dizia-me de manhã ao acordar que não tem amigas na escola... sentiu-se traída. A minha menina sente-se sozinha. Da agressora não quer nem ouvir falar, e reparem que estamos a falar de uma miúda que veio cá a casa N vezes nas férias do Verão brincar com a minha filha. Ontem a estalada fez a minha filha crescer, a marca já desapareceu mas a dor ainda lá está. E eu como mãe, nada posso fazer para a aliviar. Crescer é preciso e por vezes dói. É uma chatice...

sinto-me: Destroçada...
publicado por soumaiseu às 12:52

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Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2015

Onde anda?

A respeito do post da Miss Ana, adoro o mês de Dezembro, mas este ano o meu espírito natalício perdeu-se pelo caminho. Já despachei as prendas dos miúdos na promoção de desconto de 50% do Continente, ando a fazer gorros para completar o miminho para cada um dos catraios, mas ainda não me cheira a Natal. Aqui as ruas estão minimamente enfeitadas: um rococó à entrada da vila e outro à saída. Restam-nos as lojas para nos alegrar as vistas e os centros comerciais. No fim de semana passado fui ao Dolce Vita, não imaginam o mar de gente que estava de roda do estaminé do Pai Natal. E a propósito do Pai Natal, já vos disse que a minha petiz ainda acredita no Pai Natal? E ai de quem vier dizer que não existe, a miúda vira onça em defesa do senhor das barbas!

sinto-me:
publicado por soumaiseu às 12:14

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Sexta-feira, 6 de Novembro de 2015

Isto de ter blogs...

... tem muito que se lhe diga. Primeiro tudo o que escrevemos fica na net e é visto por muitas, mas muitas, e muitas e muitas pessoas. Depois há os engraçadinhos que nos descobrem e tem prazer em vir cá deixar o ar de sua graça, ou será mais desgraça? Criticam o que escrevemos, como escrevemos, porque o dizemos, se escrevemos com letra cor de rosa ou com fundo amarelo... Haja paciência! E há aqueles que vem ao nosso cantinho regularmente e com os quais criamos afinidade por isto ou por aquilo, e dos quais sentimos falta quando desaparecem. É difícil arranjar inspiração para mantermos os blogs activos. É preciso investir, criar, inventar. Escrever. E nem sempre nos apetece fazê-lo. Quando a veia da escrita mingua há que arranjar maneira de a tonificar. Muitos de nós desistem, outros afastam-se. Todos nós, bloguistas, a dada altura já passamos por isso ou ainda vamos passar. Mas ainda assim há efectivamente pessoas de quem eu sinto falta e que mesmo partindo espero ver regressar rapidamente... só porque sim. 

sinto-me:
publicado por soumaiseu às 10:26

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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2015

Sobre mim, sobre a Rita...

Olho para a minha filha e pergunto-me onde está aquela bebé enorme que eu trouxe na minha barriga (já vos disse que a minha petiz nasceu com 4.195 kg e 51 cm de comprimento?). Vejo-a crescer a passos largos, o corpo dela a crescer. Começa a deixar de ser uma menina, qualquer dia está uma mulher. Vejo-a marcar a sua posição e afirmar-se perante os outros, a minha filha não tem qualquer receio de se manifestar sobre o que quer que seja nem de dar a sua opinião ou mesmo de se intrometer se alguma coisa não lhe parece bem. Tem uma personalidade forte e decidida. Diz que tem um Ex como se já fosse uma profissional no assunto. De vez em quando vem pedir-me "mimos como os que tu me davas quando eu era bebé". E eu dou pois então. Mato saudades daqueles momentos, recordo o cheiro dela, o seu balbuciar, o seu olhar sereno e o seu sorriso maroto. Estranha forma de amar esta que nós, mães, temos, orgulho por os vermos crescer e  terror por ver isso acontecer... 

sinto-me: Nostálgica
publicado por soumaiseu às 12:56

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