(Para mim o Ciúme é um veneno... Dou Graças a Deus por não beber desse frasco!)
A História que vos vou contar é verídica. Passou-se com a minha mãe, há muitos anos atrás, era eu miúda da Primária... É uma história que fala de amizade, de timmings incorrectos, de mulheres ciúmentas e estúpidas... Foi assim: A minha mãe quando veio viver para Lisboa vinha ainda com toda a pureza tão característica de quem cresceu na aldeia e no campo. Veio viver para um Bairro que não era fácil. Falo do já demolido Bairro do Relógio, também conhecido por Bairro do Cambodja. Quando o ambiente é hostil, às vezes as coisas funcionam ao contrário, e em vez de criarmos defesas procuramos teimosamente confiar em alguém. E assim se desenvolveu uma grande amizade entre os meus pais e um casal que morava mesmo ao lado da nossa casa. Eram todos mais ou menos da mesma idade, vindos também eles da aldeia, e esse casal tinha um miúdo da minha idade, o J. Por isso foi fácil arranjar pontos em comum... Até que um dia veio a confusão, num timming certo o vizinho saiu de casa numa manhã para ir trabalhar, e num timming errado a minha mãe foi à janela, como era seu hábito, espreitar o tempo... E foi também num timming errado que a esposa do vizinho viu a minha mãe à janela... Uma mulher ciúmenta e insegura é capaz de fazer os filmes mais fantásticos! E não vale a pena insistirmos em lhe dizer que tudo não passa de ficção! Quando a alma não sente o coração não vê! Cortaram-se as amarras desta amizade, da qual eu tão bem me lembro! Nunca mais houve brincadeiras entre mim e o J., nem conversas na rua nas noites quentes de verão... Nunca mais se falaram... uma cuspia para o chão quando via a outra... fizeram-se esperas... houve gritos, discussões e vergonhas passadas, queixas na Polícia... Até que a tempestade acalmou... o bairro foi destruído, as más línguas espalhadas em dias de vento e a poeira baixou. Conto-vos isto pelo seguinte, a minha mãe foi no outro dia abordada pelo Vizinho... depois de tantos anos sem trocarem uma palavra o espanto foi brutal... ele queria apenas dizer-lhe que a mulher tinha falecido no início deste ano... ficou no ar um sabor a desculpas por tudo o que aconteceu... um vazio de algo que se quer dizer mas cujas palavras não são pronúnciadas... contou-lhe que ela tinha morrido com um problema de estômago provocado por uma Diabetes rebelde... A minha mãe, que foi tão enxovalhada por esta mulher, teve uma atitude da qual me orgulho muito, muito mesmo! Ouviu o Vizinho e limitou-se a dizer "Já lá está! Coitadinha!" Acredito que passados tantos anos a minha mãe lhe perdoou pelo ciúme doentio, pela maluqueira constante... Quando chegou ao pé de mim disse-me "Sabes quem é que já lá está?" E disse-mo com um ar tão triste que pensei que se estivesse a referir a outra pessoa qualquer, muito mais chegada... "A C.! Coitadinha! Já lá está!" Nos seus olhos não havia mágua, nem raiva, apenas compaixão... E eu dei comigo a sentir o mesmo! Não tive raiva... apenas pena!
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