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Sou Mais Eu...

Sou Mais Eu...

17.01.17

O Explorador...

soumaiseu

Hoje de manhã. Tocam a campainha para entregar uma encomenda. O sogro, que passa as manhãs deitado, levanta-se. Digo-lhe que se deixe estar que eu trato do assunto. Vou à porta, recebo a encomenda e volto a trancar a porta (desde a última vez que o sogro fugiu de casa mantemos a porta fechada à chave e as chaves no bolso). Cruzo-me com ele, está de pé no corredor. Diz-me que vai para a sala. Acendo-lhe a televisão e ligo o aquecedor. Regresso aos meus afazeres. Um minuto depois oiço alguém a mexer constantemente na fechadura à bruta e a abanar a porta toda. É ele.

- Então? O que está a fazer? Para lá com isso que ainda me estraga a fechadura....

- Quero abrir esta porta.

- Para quê? A porta está fechada. 

- Mas quero abri-la. Ouvi chegar um carro e quero ir ver quem é...

- Qual carro? Vá à janela da sala que dá para a rua. Vê de lá. A porta não dá para ver nada... (vivemos num primeiro andar sem clarabóia ou janela, só indo mesmo à porta do prédio é que se vê a rua em si. A alternativa é a varanda.)

- (Aos gritos comigo já claramente irritado) Abre-me a porta. Já te disse que quero ir lá fora. Tens a porta fechada porquê? Do que é que tens medo? Ninguém te faz mal...

Contrariada abro-lhe a porta. Ele começa a descer as escadas.

- Vai outra vez de pijama para a rua?

- E se fôr? Ninguém me dá outro. 

Saiu. Ficou na rua em frente à porta do prédio a ver passar os carros. Eu cá de cima da varanda guardei-o. Até que se cansou e veio para cima. 

- Então? Está calor não está? Ainda apanha alguma carraspana que eu depois quero ver como é!

- Qual carraspana! Eu não tenho frio. Nasci no meio do frio não tenho medo dele...

- Até um dia... - disse-lhe eu!

Voltei a fechar a porta à chave perante o olhar critico dele. Ele não disse mais nada e eu também não... 

Oh vida! 

13.01.17

Faz hoje um mês...

soumaiseu

... que estou a reduzir o consumo de carne e peixe. Ainda não cortei definitivamente mas posso dizer-vos que sem exagero, 90% do que como é isento de animais e rico em vegetais, leguminosas, ovos e derivados do leite. Já comentei com algumas pessoas as novas diretrizes da minha alimentação e obtive reações muito variadas. Há os que ficam felicíssimos por mim e entendem as minhas razões, os que me olham com curiosidade e me perguntam "Explica lá isso como deve de ser", os que me perguntam "Como é que consegues? Eu acho que não conseguia!", e os que me acham completamente lunática e acham que eu estou a ter um colapso nervoso qualquer que me leva neste caminho. Ora eu cá não sou nem uma coisa nem outra. Consigo não comer carne e peixe simplesmente porque enjoei estes alimentos. Para além disso só agora comecei a ter consciência do impacto que o consumo destes alimentos tem no nosso planeta. No entanto ainda não deixei de os comer definitivamente. O meu progresso é lento. Descobri alimentos que adoro e combinações que me deixam com água na boca. Batata doce cozida com beterraba e cebola, um ovo cortado grosseiramente (não gosto de ovos às rodelas), tudo temperado com azeite e polvilhado de coentros frescos... hum... já estou a babar! Lentilhas salteadas com azeite e alho: outra delicia! Grão salteado com pimentos, cebola, alho.... Não falta a sopa, nem as saladas, nem os legumes cozidos, os grelos, os esparregados caseiros... São assim a maioria das minhas refeições. As minhas e as da minha mãe que diz ter saudades do tempo de miúda em que a carne e o peixe só se comiam quando o rei fazia anos. Arranjei uma aliada improvável. Eu que pensava que ela ia ser a minha primeira pedra no sapato, enganei-me! Falta-me introduzir aqueles alimentos que eu ainda não sei muito bem como confecionar, os tofus, os seitans, as sojas. Passo horas na net em busca de informação. Devagarinho eu chego lá! Vou dando noticias! 

13.01.17

Ritanhês!

soumaiseu

No seguimento deste post voltámos a encontrar um desenho na mala da Rita. Desta vez um desenho inacabado, normal, sem malícia, num pedaço de papel amachucado que em vez de ser deitado no lixo acabou dentro da bolsa menor da mochila da minha petiz. "A Carolina voltou a fazer o mesmo...", disse-me ela. Às vezes nós pais temos dar um empurrãozinho. Às vezes temos de plantar uma pequena sementinha de maldade. Às vezes é preciso instigar a luta e apoia-la. É preciso ensina-los a defenderem-se dentro dos mesmos moldes. É preciso ajudar a crescer em todas as suas vertentes. Dissemos-lhe o que havia de fazer para resolver a gracinha de uma vez por todas. A Carolina teve dois dias doente, o que foi bom, porque a Rita pode acalmar os nervos e amadurecer o plano. Ontem foi o dia X.  No intervalo do lanche da tarde a Rita levantou-se sem pedir licença, foi ao lugar da Carolina, desamarrotou o papel, pôs-lho em cima da mesa tendo já consciência que a turma inteira já tinha os olhos postos nela, e disse-lhe alto e bom som:

- Toma Carolina! A minha mochila não é nenhum caixote do lixo!

A outra tentou argumentar "Oh, Ana (Na escola chamam-lhe Ana e não Rita) tu disseste-me que querias esse desenho... e... e pode ter caído para dentro da tua mochila..."

- Carolina, eu não quero os teus desenhos para nada, e ia logo cair para a bolsa de fora que está sempre fechada! Tens uma lata!

Quando a professora perguntou o que se passava a Rita explicou e como resposta obteve um irritante "Oh Ana tens de ultrapassar isso se queres ser feliz... Logo quero falar contigo."

Quando a fui buscar à escola a minha filha era o assunto da turma. A menina pacata e com um comportamento exemplar tinha pisado o risco. Trazia um semblante carregado, tinha levado o seu primeiro raspanete e não se sentia à vontade com isso.

- A turma ouviu e viu, certo?

- Sim.

- Então levanta a cabeça. Estou orgulhosa de ti! Um raspanete da professora não mata ninguém. TU resolveste o problema: tenho quase a certeza que a partir de agora a Carolina não volta a meter-se contigo!

- Mas a Professora disse que queria falar comigo, acabou por não me dizer nada mas amanhã de certeza que se lembra...

- Não faz mal. Não quero que chores à frente da professora. Com educação vais dizer-lhe que pedes desculpa pelo teu comportamento mas que a mãe já tinha falado com a mãe da Carolina e com a própria professora. Como a coisa não se resolveu agora resolves tu à tua maneira. E que a partir de agora vai ser sempre assim. Se for preciso que me chame para uma reunião. Sem stresses, ok?

E assim se dá o arroz de pato a uma miúda garganeira. Ora toma que já almoçaste! 

 

11.01.17

O Explorador foge de casa...

soumaiseu

Onze e meia da manhã. O sogro, que costuma passar as manhãs a dormir, depois de uma boa ressonadela acorda em delírio, sai da cama, apanha-me distraída na cozinha e antes que eu me aperceba já ele está a sair de casa. Apercebo-me da porta a abrir e de umas chaves a tilintar: tenta fechar a nossa porta de casa com as chaves da casa dele. 

- Essas chaves não são daí... Que está a fazer de porta aberta?

- Vou à Missa. 

- A esta hora? A Missa foi de manhã às 9.30h. Agora não há Missa.

- Não há o quê?! - responde com agressividade - Combinei com umas pessoas. 

- Combinou com quem?

- Com umas pessoas e agora tenho de ir. Compromissos são compromissos.

- Mas vai onde? Não vê que está de pijama?

- Bah, deixa-me ir...

E sai pelas escadas abaixo. Só tive tempo de vestir um casaco e calçar as botas. À porta do prédio dois vizinhos dizem-me qual a direção que ele tomou. Sigo-o de longe porque sei que não saberá voltar para casa sozinho. Entra na Igreja. Ao sair dá de caras comigo.

- Afinal a Missa já foi...

- Eu não lhe disse? Porque é que você não acredita em mim?

- Mas ia haver aqui qualquer coisa, se não é aqui é lá em cima na Igreja da Portela.

- E vai a pé para a Portela? De pijama?

- Vai-te embora que eu lá irei ter...

E continua a deambular. Segue a rua sempre em frente, mas quando a estrada acaba e é forçoso virar à direita ou à esquerda ele bloqueia tal como eu esperava, e fica completamente perdido sem conseguir avançar mais um passo que seja. Entretanto falo com o filho que lhe liga para o telemóvel. Aproximo-me.

- Então? Já podemos ir para casa?

- Vamos então. Também estou à rasca para mijar...

Lá veio atrás de mim. Não sem antes tentar fazer o caminho para a sua antiga casa.

- Sr. Norberto, você já não está nessa casa, entregou-a, lembra-se? Agora está connosco. Venha comigo que eu sei o caminho. 

E eu, que esta noite acordei às 6.30 da manhã e já não voltei a dormir graças ao sogro (encontramo-lo mais uma vez desperto, sabe-se lá à quanto tempo, sentado na cozinha, recusando-se teimosamente em ir para a cama), estou irritadíssima... Estou cansada e com os nervos em franja! Era só o que me faltava agora: um sogro que para além de chanfrado também gosta de vaguear.... Que nóia!

10.01.17

O Explorador....

soumaiseu

IMG_20170110_103850.jpg

(Foto minha: Boneco antigo, que era meu, passou para a minha filha e que temos a decorar a casa-de-banho)

Segundo o marido (porque eu ferrei no sono e não dei por nada), o sogro hoje aterrorizou a existência deste boneco. Às duas da manhã agarrou no desgraçado e quis fazer um tampão com ele. Sentou-se na cozinha com o dito na mão enquanto estudava as suas hipóteses.

- Que tampão? 

- Um tampão. Já vais ver!

- Mas isso é da Rita -  dizia-lhe o filho.

- Mas vou fazer um tampão...

O filho não se atreveu a sair de ao pé dele com medo que ele resolvesse esquartejar o boneco. Até que se cansou e o largou dizendo que afinal não dava...

Nem os bonecos da Rita escapam ao terror do Indiana Jones cá de casa... Oh, vida! 

09.01.17

Mário Soares...

soumaiseu

Estava eu no meu 10º ano. Na disciplina de Jornalismo o professor lembrou-se de nos mandar fazer uma crónica política para nota. A mim saiu-me na rifa o Mário Soares. Com a arrogância que os meus 15/17 anos me permitiam reclamei "Que chatice, logo o Mário Soares, não gosto nada do homem, tinha logo que me sair este!"... Não vi que o professor cirandava ao meu lado. Perguntou-me claro e bom som o que é que eu sabia sobre o Dr. Mário Soares. Atrapalhada respondi com sinceridade: "Quase nada...". O professor olhou-me com ar sério, "Então vais fazer o trabalho e depois conversamos sobre essa questão." E assim foi. Feitas as pesquisas necessárias lá fiz a dita crónica. Quando o professor ma devolveu já avaliada, a nota que tive não me recordo, mas ainda hoje me lembro da afirmação que vinha escrita no final da folha: "Aposto que mudaste de ideias...". Efetivamente mudei mesmo de ideias. Percebi no Soares um homem lutador pelo que é nosso, pela nossa liberdade, pelo nosso país. Mal sabia eu que mais tarde viria a ser militante do PS. Hoje não sou militante de nada e nem sequer do PS sou. Mas o Mário Soares foi o meu "primeiro político", aquele que me abriu os horizontes. Ideologias políticas à parte Portugal não seria o mesmo sem este senhor. E tenho pena de o ver partir.

05.01.17

Ritanhês: o primeiro "quero ser..."

soumaiseu

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(Foto minha)

E ontem foi dia de atividade fora da escola: ao abrigo do Projeto Mobilidade Segura os alunos do 4º ano foram para a rua juntamente com a PSP da zona fazer "trabalho de campo" no que diz respeito à segurança rodoviária e não só... E eis que surge o primeiro "quero ser" sério; a petiz quer ser Polícia Fiscal. Depois desta é a primeira vez que a oiço manifestar claramente a intenção de querer vir a ser o que quer que seja.... Polícia! Porque não?

- E porquê? - perguntei-lhe.

- Porque é giro fiscalizar os outros e ver se fazem as coisas todas bem...

 

04.01.17

Ritanhês!

soumaiseu

Conversa de chacha...

- Mamã, viste hoje o "Urubu" ( história aqui)?

- Sim, vi. Ele veio ter comigo para me desejar um Bom Ano..

- Ai foi?

- Sim. Eu acho que o homem nem deve ser má pessoa... tem é as hormonas aos saltos!

- Hormonas? O que é isso?

- São aquilo que faz com que tu gostes de um rapaz e um rapaz goste de ti... mas também podemos gostar de pessoas do mesmo sexo...

- Ui! Que nojo! Não quero ter nada a ver com hormonas!

(Risos)

- Se não tivermos hormonas não gostamos de ninguém por amor?

- Não forçosamente...

- E o que acontece se não tivermos hormonas?

- As pessoas ficam doentes...

- Com quê?

- As meninas podem por exemplo ter problemas nas maminhas e ficarem com pelos estranhos na cara..

- (risos com gozação) E os meninos não lhes nasce pilinha? 

 Esta conversa foi no mínimo estranha.... Não me correu nada bem....

03.01.17

Quezílias na escola...

soumaiseu

Lembram-se deste meu post? Bom, a coisa não ficou por aqui. No último dia de aulas antes das férias de Natal a minha petiz pediu-me para lhe trocar de mochila: normalmente leva um troley, mas como nesse dia só precisavam de estojos e pouco mais queria levar outra mochila e queria leva-la às costas. Fui eu quem fez a troca dos pertences de uma mochila para a outra e acabei por encontrar um papel dobrado que pensei ser um dos muitos desenhos que a Rita faz nos intervalos e que atira lá para dentro. Pego no papel sem o abrir e digo-lhe que veja o que é e se o podemos deitar para o lixo. Ao abrir o papel a Rita descobre um desenho de Natal feito a lápis, com uma bomba desenhada e rasurado no local onde devia dizer Bom Natal e Boas Festas, dizia antes Mau Natal e Más Festas. Ora isto às 8 da manhã tem um peso brutal. A miúda desatou a chorar enquanto dizia "Foi a Carolina! Foi a Carolina!". Perguntei-lhe se tinha a certeza, respondeu-me que sim, que reconhecia a letra e os bonecos que só a Carolina faz de uma determinada maneira, e ela sabe porque são colegas de carteira. Dei instruções à Rita para que não fizesse qualquer comentário e nesse mesmo dia, aproveitando uma atividade na escola aberta aos pais, falei com a mãe da outra miúda. Mostrei-lhe o desenho, no qual ela disse logo prontamente não reconhecer o traço da filha, e a partir daí desenvolveu-se uma conversa de cortar à faca. Eu sei que a minha filha não é uma santa, tem um feitio do caraças e é cheia de personalidade. Também sei que a Carolina não é a única culpada nesta história porque havendo oportunidade a minha Rita consegue ser tão trafulha quanto a outra. Mas o que é certo é que as duas miúdas tem um problema de antipatia e não se podem ver mutuamente. E perante este cenário acho que nós mães (e pais também) temos de intervir, educando, formando. Ora quando falei com a mãe da outra criança a reação dela foi olhar-me com um sorriso falso na cara e perguntar-me: "Oiça, o que é que quer que eu faça?". Primeiro, detesto que alguém se dirija a mim com "oiça"'s. Segundo, então eu digo-lhe que as nossas filhas tem problemas e ela responde-me com um "o que é que quer que eu faça"?! 

- Quero que lapide. Quero que vá para casa e fale com ela, eu já falei com a Rita e vou voltar a falar e quero que a P. faça o mesmo.

- Oiça mas eu falo com a Carolina...

- Pois, não sei. Não estou na sua casa, mas peço-lhe nesse caso que o faça novamente.

- Olhe, porque não combinamos uma ida ao jardim, nós conversamos e elas convivem e talvez se entendam...

- A P. só pode estar a brincar comigo. As miúdas não se toleram, não se podem ver, hoje quase que andaram à pancada na escola e a P. quer promover um encontro entre as duas! Só se for para se matarem de vez! O que eu quero é que converse com ela. Ambas tem culpa. Sei perfeitamente que a minha filha não é flor que se cheire, aliás é enxertada em corno de cabra....

- Oiça, a sua pode ser, mas a minha filha não o é...

- Provavelmente não conhece bem a sua filha, mas esse é um problema seu, não meu...

E assim continuou a conversa, intragável e sem solução aparente. As aulas começaram hoje e depois de tanto eu como a outra mãe termos individualmente falado com a professora, as miúdas foram finalmente separadas. Talvez agora tenhamos paz e sossego. 

Ainda assim não deixo de me indignar com este tipo de educação que muitos pais dão aos seus filhos. Há que formar, há que ensinar regras de boa vivência e convivência. Que raio de pais são estes? Que raio de filhos estão eles a criar? Que raio de adultos sairá destas amostras de gente? Irrita-me! Irrita-me muito! Mas ainda me preocupa mais porque estarão inseridos numa sociedade onde a minha filha terá forçosamente de coexistir....

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