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Sou Mais Eu...

Sou Mais Eu...

25.05.09

Nostalgia

soumaiseu

Ontem fui a uma festa de aniversário.

A dada altura, quando a meio da tarde se falava de amigos, amizades... comentava eu com uma amiga que uma outra se tinha afastado de mim, sem qualquer reticência ou aviso prévio... e essa "amiga" com quem eu conversava dizia-me que era "normal que em determinadas alturas da vida se esteja mais próximo de umas pessoas do que outras..." Ora eu tenho muito mau feitio para este tipo de afirmações. E embora não tenha dito nada, azedou-me por completo o resto da festa, que até já nem estava ser grande espingarda!

Irrita-me profundamente que as pessoas vejam os amigos como lenços de assoar, mera decoração no palco da vida de cada um, acessórios.... Irrita-me que só me vejam quando precisam de mim, ou quando não tem mais ninguém por perto a quem possam recorrer. E irrita-me a falta de chá de não o saberem disfarçar. Há coisas que não se dizem!

Eu não sou assim. Não conseguiria ser assim mesmo que o quisesse... Os poucos amigos que tenho guardo-os no coração, são poucos. Os cinco dedos de uma mão são demasiados para os contar... escolho-os com muito cuidado... cada um deles é tão valioso para mim como uma pedra preciosa. E faço questão de estar sempre por perto. Se precisam de mim vou a correr.... já que mais não seja para os ouvir...

Dito isto penso que é fácil perceber porque é que a tal afirmação me deixou fora de mim...  E depois do choque ficou a nostalgia... foi aí que percebi que mais do que chateada eu tinha ficado triste... tão triste que nem comentei o assunto cá em casa. Serei eu que estou errada? Será mesmo natural que assim seja? Que os amigos verdadeiros sejam mantidos arrumados em prateleiras como fazemos com a roupa de Inverno durante o Verão? Não há que arejá-los? Mimá-los? Mais triste ainda é saber que no meu círculo de convívios, e digo "convívios" porque me recuso a usar o termo amizade, existam pessoas assim, tão vocacionadas para o descartável...

Eu prefiro manter-me como sou. Eu mesma! Fiel aos meus princípios e leal aos meus verdadeiros amigos. Tenho a certeza que é por isso que eles gostam de mim.

 

Sou como sou!

 

 

 

20.05.09

Rita e o Betadine!

soumaiseu

 

 

 

 

 

 

Hoje conto-vos mais um episódio do meu dia-a-dia com a minha filhota.

No fim de semana a Rita fez o seu primeiro doi-doi, uma micro bolha num pé, que rebentou e ficou sem pele... Toda a gente sabe que uma bolha rebentada arde que se farta, por mais pequena que seja, e os miúdos não são tão pacientes como nós! De qualquer das formas, é preciso desinfectar! O problema é que a Rita não deixa por o Betadine! Só de ver o frasco já começa a chorar, a espernear e a gritar "Não! Ai-ai!" Lembrei-me que há já uns tempos o António tinha feito um arranhão numa canela. Então começamos a negociata. Disse-lhe que também iamos tratar o doi-doi do Papá (que por acaso até já está mais do que sarado, mas enfim...). E assim lá conseguimos convencer a Catita a pôr o Betadine. Ontem a história repetiu-se mas com uma variante: a Rita quis ser ela a tratar o doi-doi do pai...

- Está bem! A Mamã ajuda!

Pegamos num cotonete e toca a pôr Betadine em cima da pseudo-ferida!

Foi então que a Rita colocou o seu ar mais sério e preocupado e perguntou ao pai:

- Papá! Au?

 E, risonho, o Papá respondeu:

-Não, Ritinha! Não doi!

Não é linda a minha menina?

18.05.09

Há dias assim...

soumaiseu

               

 

Em que nem o sol mais radioso consegue ter o brilho suficiente... Conduzo perdidamente por entre as ruas da cidade...sem rumo... sem norte... sem eira nem beira... vou indo simplesmente. A música alta, mas baixa o suficiente para que possa ouvir o meu cérebro a funcionar... e esse trabalha sem descanso. Penso. Penso muito. E quando dou por mim estou perdida no labirinto que é a minha mente. A minha vida! Já não sei que pensamento me levou ali, qual foi o raciocinio que segui... vou simplesmente conduzindo e pensando. Há quem fume um cigarro, quem beba um chá, quem dê um passeio, quem tome um banho... Eu gosto de conduzir... sem destino. Por vezes choro. Por vezes rio. Normalmente canto imenso... muito alto! Ás vezes pergunto-me onde já estaria se não fosse a obrigação de ter de voltar... De quando em quando sou chamada à realidade. É o telemóvel que toca... "...Não, já não demoro! Sim, já vou para casa..."  É o carro da frente que não anda quando  o sinal já está verde há uma eternidade "Lesma! Mexe-me esses pneus! Pensas que eu tenho a tua vida?" É o carro detrás que me apita porque eu não estou a avançar "Imbecil! Queres que passe por cima, é?" Quero lá saber se as pressas dão em vagar... se acelero demasiado... se tenho radares pela frente... Quero lá saber se a vida são dois dias e o Carnaval é só um! Se o sol quando nasce também nasce para mim, se hoje eu decidi que ia usar óculos de sol para não ter de ver o seu brilho...

E há dias em que por vezes nada acontece... Há dias assim!

18.05.09

Desvendar o mistério...

soumaiseu

 

 

E porque ninguém chegou ao momento da verdade cá fica o Dicionário de Ritanhês devidamente decifrado e esclarecido.

 

Um CULHÁCÔ é um caracol... (a Rita costuma dizer que a mamã tem culhácô na cabeça!...)

 

Uma ALHAPA é a famosa e já bem velhinha "Abelha Maia", ultimamente a Rita estendeu a designação a todas abelhas, sejam Maias ou não...

 

 

11.05.09

Dicionário de Ritanhês III!

soumaiseu

               

 

 

Cá ficam mais umas pérolas da minha menina!

 

Também já vai fazendo umas birritas... de manhã, tal como o Pedrocas da Nocas, também não quer tirar o pijama, porque tem umas meninas e umas flores! E quando não são as meninas e as flores é porque tem não sei o quê... Enfim! Tenho de arranjar uma fatiota suficientemente catita para a convencer a mudar de roupa!

Está a chegar à fase em que nunca quer dormir... às vezes são duas da manhã e a malta cá em casa toda acordada e de roda dela!

Adora ver o Ruca no computador.

Descobriu o Canal Panda e hoje demos com ela a pedir "Papá, Pana!...".

Sempre que vamos à rua com o Doggy, a Rita põe-se logo no ir... "Tu! Tu!" - diz ela batendo com a mãozita no peito, como quem diz eu também vou, enquanto corre a casa à procura do chapéu e do casaco..

Os baloiços foram promovidos a "Á-á", em homenagem aos cavalinhos de que tanto gosta... de vez em quando lá anda a Rita a reclamar "Mamã! Té! Á-á..." e lá vamos nós a  caminho dos benditos!

 

Mas agora deixo-vos as verdadeiras pérolas da Rita, aquilo que me levou a escrever este post, e que eu considero hilariante.

Quem sabe o que é Culhácô? É isso mesmo, CULHÁCÔ!

Vamos ver quem adivinha!

E já agora, sabem o que é Alhapa?

 

Vá lá! Puxem pela cabeça! Se fossem miúdos o que seria?

Aceitam-se sugestões!

 

 

 

 

 

 

07.05.09

Grandes Verdades!

soumaiseu

                                   

 

Há já algum tempo recebi um e-mail, de entre os muitos que recebo... este captou a minha atenção. Dizia assim:

 

SAUDADE...

 

Um dia a maioria de nós irá separar-se.

Sentiremos saudades de todas as conversas deitadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhámos.

Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas de fim de semana, de finais de ano.

Enfim... do companheirismo vivido.

Em breve cada um vai para o seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida.

Talvez continuemos a encontrar-nos.

Quem sabe, nos e-mails trocados...

Podemos telefonar, conversar algumas banalidades...

Passarão dias, meses, anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro.

Vamo-nos perder no tempo...

Um dia os nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão:

- Quem são aquelas pessoas?

Diremos que eram nossos amigos.

E isso vai doer tanto...

A saudade vai apertar bem dentro do peito.

Vai-nos dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...

Quando o nosso grupo estiver incompleto...

reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.

E entre lágrimas nos abraçaremos.

Faremos promessas de nos encontrarmos mais vezes daquele dia em diante.

Por fim , cada um vai para seu lado para continuar a viver a sua vida isolada do passado.

E perder-nos-emos no tempo mais uma vez.

Por isso, não deixem que a vida passe em branco e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...

 

"Eu podia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos" (Vinicius de Moraes)

 

Aos Nobres Amigos.

 

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