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Terça-feira, 27 de Dezembro de 2016

O Explorador...

Este foi o primeiro Natal em que eu discuti com alguém. Com o sogro. A noite anterior à noite de Natal passei-a a vomitar e por consequência passei o dia 24 mal disposta, cheia de dores no estômago, cólicas intestinais, frio, cansaço. Os petiscos  que fiz cá para casa fiz a custo e com sacrifício porque só me apetecia era estar na cama. E é então que na noite de Natal, depois de já termos aberto as prendas, às 5.30 da manhã, o sogro tem um achaque. Está a pé e quer "ir ao funeral do homem que morreu". Explicamos-lhe que não há nenhum funeral, ninguém morreu, e que àquelas horas não se vai a funerais. Insiste. Tentamos mete-lo na cama mas não conseguimos. O filho deita-se deixando-o na sala, sentado na sua cadeira, desperto. Quando dou por ele ressonava ao meu lado. Aquilo irritou-me! Levanto-me e tento mais uma vez dar a volta à situação, irritada como estou não consigo falar-lhe com calma (Mea Culpa), o tom de voz sai-me mais autoritário do que provavelmente seria necessário. E é então que o sogro me grita e me diz "Quem manda aqui sou eu, car....lho! A casa é minha!" O sangue ferveu-me nas veias e as coisas descambaram. Num acesso de raiva descontrolado não me calei, perante a impavidez e serenidade do filho disse-lhe umas quantas verdades, até que percebi que não valia a pena discutir com um homem louco. Provavelmente nesta altura muitos de vós apontam-me o dedo: "Porque raio fizeste tu isso? O que é que te deu? Não sabes que não vale a pena? Que não adiantas de nada?, O homem está louco, não sabe o que diz! "Sei isso tudo! Mas também sei que a situação está cada vez mais complicada. E sei que o meu escape é responder à letra. Sei que por muito que não adiante jamais ficarei calada porque é assim que eu me defendo e me protejo, porque esta é a minha forma de reagir. Mesmo sabendo que nada vou conseguir. Mesmo sabendo que o outro tem a "desculpa" da doença para tudo o que faz, e eu não. Por muito que a doença o justifique não podemos ser constantemente permissivos. Não me calei porque tenho uma filha para criar e não vai ser um sogro mau, venenoso e arrogante que me vai fazer prostar. Posso dobrar, mas jamais partirei! Pela minha filha! 

sinto-me: Mal...
publicado por soumaiseu às 11:56

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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2014

Ritanhês!

A Rita sai a mim na doideira pelo Natal! Adoro esta época do ano e a minha petiz também! Na semana passada a Rita faltou à escola por ter passado a noite toda a vomitar e como era dia de ir com a avó ao Hospital fazer fisioterapia, a Rita também quis ir. À entrada do pavilhão uma árvore de Natal enorme, ainda toda amarfanhada e à espera das decorações que a iriam embelezar. Diz a Rita toda contente com um grande sorriso na cara:

- Olha Mamã! Uma árvore de Natal! ...

A avó, que não partilha do nosso entusiasmo, começa logo na resinguice, que ainda não era tempo, que era cedo demais, que nem tinha graça nenhuma fazerem estas coisas  tão fora de época, e para que era preciso uma árvore tão grande... e etc. e coisa e tal. Diz a Rita com um ar muito zangado:

- Avó! Não sejas desmancha-prazeres!

E perante o sorriso dos presentes e a reprimenda da neta a avó lá teve de se calar! (Boa Rita!!!!!) 

sinto-me: babada!
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publicado por soumaiseu às 20:45

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Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

Falta um dia para o Natal!!!

 

 

Está quase a chegar... 

Por causa da crise o Pai Natal teve de vender as suas renas...

Nem a Rena Rodolfo escapou...

 

Já fizeram as filhoses e as rabanadas e essas coisas todas deliciosamente encharcadas em gordura e colestrol?

Eu já fiz as minhas filhoses, tal como a minha Avó as fazia. Este ano, talvez por não as ter feito nos dois últimos anos (num estava demasiado grávida para conseguir chegar à masseira; e no ano passado a Ritinha era ainda muito pequenina) não sairam bem, e ficaram uma bodega... mas a malta é gulosa e por isso marcham na mesma!

As rabanadas (que o maridinho tanto gosta) saiem hoje á tarde...

 

 

 

sinto-me: Gulosa...
música: Rudolph the Red-Nosed Reindeer
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publicado por soumaiseu às 13:41

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Domingo, 9 de Dezembro de 2007

So This is Cristhmas

Esta é a época das luzes douradas por toda a cidade, a época em que mesmo longe da minha aldeia consigo sentir o cheiro da lareira acesa e das filhozes a fritar. É a época da saudade. Pode estar frio, pode chover, pode até estar a nevar... inevitavelmente vou querer estar no aconchego do lar, rodeada da familia, dos sobrinhos, afilhados: dos miúdos.  Sentada no sofá.... a nostalgia chega sempre. E é então que o frio e a humidade da serra se me agarra aos ossos... o cheiro a lenha queimada torna-se mais forte, e quando dou por mim, já lá estou... na casa da terra, com as mesmas pessoas de sempre...Entre muita barafunda e muita arrelia prepara-se tudo para uma noite de tradição familiar. Amassam-se as filhoses, deixam-se levedar.... depois o pai acende a fogueira, pendura o caldeiro no fogo, enche-o de óleo e agarra-se ao garfo e á tenás.... Lembro-me como se ainda hoje assim fosse. Nós, miúdas na altura, comiamos massa crua e faziamos bonecos com a massa das filhozes, que depois de fritos eram tudo menos bonecos, mas que nós comiamos como se fossem iguarias raras. Nessa altura os presentes não eram importantes. Recebiamos as mesmas meias e as mesmas camisolas interiores de sempre que a avó comprava na loja do João Folgado. Eram especiais porque na maioria das vezes gastava a mísera reforma nos nossos presentes e esquecia-se de comprar comida para ela. Ainda assim a minha avó cantava. Nós cantavamos com ela. E cantávamos muito. A minha Avó cantava com um brilho nos olhos. Gostava de nos ter por perto. Quanto mais tempo estivessemos com ela, melhor. Hoje já não estás connosco. A tradição familiar cumpre-se apenas cá em casa porque começa a ser muito dificil juntarmo-nos todos... a familia cresceu, mas também cresceu a nossa falta de disponibilidade. Falta-nos o elo que nos mantinha juntos, faltas-nos tu. Tenho saudades tuas!... Tenho suadades do  cheiro a campo e a cabras que vinha da tua roupa. Do barulho que os teus pés descalços faziam ao pisar a terra seca no Verão. Da tua alegria e do teu sofrimento. Este vai ser um Natal muito especial para mim porque é o primeiro Natal da minha filha. Sei que onde estás, estás orgulhosa dela, porque é linda! Um dia vou falar-lhe de ti. De como foste importante na minha vida. E de como era especial esse teu brilho nos olhos!

 

 

 

 

 

sinto-me:
música: So This is Cristhmas
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publicado por soumaiseu às 21:36

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