Lilypie Kids Birthday tickers
Sexta-feira, 4 de Agosto de 2017

Sobre mim...

Todos esperam que eu pife. Que entre em modo de depressão. Todos me perguntam como consigo, como me aguento. Rotulam-me de mulher forte, resistente, rija. Sabem lá alguma coisa sobre mim! Sabem lá o esforço que faço para todos os dias fazer mais um dia. Estou a começar a ceder ao cansaço. Durmo mal e as horas que durmo não são reparadoras. Irrita-me acordar a meio da noite e não conseguir dormir, mesmo que o Explorador nada tenha a ver com isso. Não tenho paciência para arrumar a casa. Estou farta de passar os meus dias a limpar e a arrumar aquilo que os outros sujam e deixam desarrumado. Não tenho paciência para convívios sociais. Até o Rancho passou a ser um frete. Olho para a minha vida e não a reconheço. Não foi este o modo de viver que eu construi para mim. Não foi esta a forma de estar na vida que eu idealizei. Não reconheço o meu marido, não me reconheço a mim. O que é que eu faço por mim? Nada... O que faço pelos outros? Tenho mesmo de responder? O que é que os outros fazem por mim? Pois é... As minhas únicas alegrias são a minha filha, a cadela e as gatas... Ando em piloto automático. Alguns dir-me-ão que estou a precisar de férias. A esses eu respondo que não gozem comigo. Outros vão-me dizer que bem me avisaram e que eu estou finalmente a ceder. E eu respondo-lhes "Queriam! Essa alegria não vos dou eu!". E os que me conhecem bem entendem que estou sim a passar por mais uma fase negra, mais um daqueles períodos em que tudo perde o brilho. Esses sabem que ao fundo do túnel há forçosamente uma luz à minha espera, e que por muito que eu de vez e quando me deixe ficar na escuridão há um dia em que me farto e saio de cabeça erguida. Às vezes demora mais outras menos... o que me preocupa é o desgaste que fica com o meu rasto...

sinto-me: Cansada...
publicado por soumaiseu às 11:10

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Sexta-feira, 7 de Julho de 2017

Ainda sobre o Baile de Finalistas...

Passei 4 anos da minha vida a "conviver" com as mães dos colegas da minha filha. E usei aspas de propósito porque com algumas a "convivência" não passava de um "Olá, bom dia! Tudo bem?", às vezes lá perguntávamos pelos testes. "Então João, o teste? Então Afonso? E a ti Rodrigo? E tu Leonor?". Quando se têm uma filha que não quer ir a todas as festas de aniversário dos colegas não é fácil... Com algumas mães a coisas proporcionou-se muito mais próxima. Algumas eu já conhecia da pré-escola, umas passaram-me completa e totalmente ao lado, outras nem tanto. Mas voltando ao Baile. Ao concordar com o evento vi-me evolvida num grupo de mães elétricas, cheias de amor pelos seus rebentos, prontas para dar mais do que o litro. O Whatsapp não parava de telintar. Às vezes quando ia ver era só um "Bom dia" cheio de Imoji's sorridentes e bem dispostos. As que eu não conhecia tão bem revelaram-se pessoas muito especiais. Mães "muita malucas" como elas próprias se definiram. Gente que se uniu em prol de um objetivo comum: fazer sorrir os nossos filhos. Os miúdos vão ser separados. O grosso deles vão todos para a mesma escola mas ainda assim serão colocados em turmas diferentes. Seja como for a união que as mães estabeleceram entre elas já alastrou aos petizes. A Rita criou "Os fixes", um grupo no Whatsapp com todos os colegas de turma. Atrás dela outros grupos foram criados por outros colegas. O meu Whasapp acalmou com a "telintadeira" mas o da minha filha está ao rubro... Mães, a maioria de vocês não sabe da existência deste blog e por isso não lerá as minhas palavras, ainda assim deixem-me dizer-vos que foi um enorme prazer  privar com vocês. Mais do que 5 estrelas vocês são todo o céu estrelado e é para mim um orgulho pode fazer parte desse mesmo céu. Por tudo o que fizemos pelos nossos filhos e  a todas nós: um muito obrigada! 

sinto-me: Orgulhosa de nós!
publicado por soumaiseu às 10:38

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Sexta-feira, 16 de Junho de 2017

Procissão de Santo António de Lisboa

A primeira vez que lá fui estava ainda solteira e fui com os meus pais. Com o ceticismo próprio da idade e a arrogância de quem se afirma de mal com Deus acabei por testemunhar o famoso Milagre do Sol. Os meus alicerces foram atacados e nunca mais me esqueci do que vi. Quis voltar muitas vezes mas só este ano consegui. Quis mostrar o Milagre à petiz mas nada vimos. Regressámos cabisbaixas. Ela porque não viu e eu porque não lhe consegui mostrar o que pretendia. Descobri entretanto que há sítios específicos para visualizar o dito. E o mar de gente que se junta, entre turistas, curiosos e crentes é uma coisa abismal...

- Voltamos para o ano meu amor?

- Sim, Mama, pode ser que para o ano o santo António esteja mais bem disposto...

E é isto. Com ou sem milagre para o ano voltamos, se Deus Quiser...

IMG_20170613_164033.jpg

sinto-me: crente....
publicado por soumaiseu às 12:29

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Terça-feira, 2 de Maio de 2017

A minha menina...

... está a espigar! Os 10 anos de idade trouxeram-lhe um corpo mais esguio, cada vez menos acriançado e cada vez mais adolescente. Está a crescer debaixo do meu nariz, a malandra! E eu estou novamente presa naquele ter de abrir a mão querendo mantê-la fechada... Ai Jesus! 

sinto-me: Sei lá...
publicado por soumaiseu às 18:26

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Quarta-feira, 26 de Abril de 2017

O mendigo.

Por cá temos um novo habitante. Montou o estaminé debaixo de uma ponte aqui perto. Tem uma mão cheia de cães, de vários portes e feitios, mas todos eles arraçados de Pitbull. O que para já não me assusta. Aqui há tempos cruzei-me com ele à porta do supermercado onde costuma estar a pedir. Meti-me com os cães, fiz-lhe festas. Contou-me que os apanha na rua quando são abandonados. São animais dóceis, meigos, e incrivelmente bem tratados. Pelo menos aparentemente.  Não lhe dei esmola e ele também não ma pediu. Passado algum tempo cruzou-se comigo nas ruas da vila, deu-me os bons dias de forma muito educada "Bom dia minha senhora, como está?" Quem estava comigo, curiosamente um elemento do nosso rancho, perguntou-me logo "A São conhece? Tem tão mau aspeto!" E é isto que me preocupa, o preconceito do povo daqui, povo que vai a Missa se calhar todos os dias mas que não tem compaixão do próximo nem é capaz de um ato de caridade. Hoje apanhei uma senhora a correr com ele da porta do supermercado. E o único argumento que o mendigo usava era "Eu não faço mal a ninguém", sempre de uma forma educada e sem levantar a voz. Lá dentro mais outra, instigada pela primeira que entretanto tinha já feito as suas compras, dizia que no outro dia o tinha ouvido dizer para o ar "Quero ver quem é que hoje não me dá de comer!" Todos nós temos os nossos dias.  Não sou apologista que se sustente este tipo de gente e que se fomente este tipo de vivência, nem sequer sou pessoa de dar esmolas, mas também não é preciso escarnecer deles. Muitas das vezes por detrás desta gente que tanto assusta as beatas locais há historias impressionantes de sofrimento e dor, e nem sempre droga ou vícios ingratos. Quem somos nós para julgar os outros?

sinto-me:
publicado por soumaiseu às 11:36

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Segunda-feira, 17 de Abril de 2017

De volta...

Estive ausente. Muito ausente. Estes foram dias muitíssimo complicados. Quinta-feira Santa, quando devia estar em modo de absorção pré-clímax de Páscoa, eis que rebenta uma discussão entre mim e a minha mãe. Feia. Muito feia. Muito grave. Perdi a noção das palavras, das atitudes, da compostura. Desnorteei-me. Perdi-me. Deixei-me levar. E foi a minha filha quem me chamou à razão quando me senti presa por uns braços de criança que tentavam segurar-me e manter-me com os pés assentes na terra. É triste que isto possa acontecer entre mãe e filha. Porque o respeito é fundamental, e quando uma mãe não respeita a sua própria filha nada mais importa. Esta foi a pior Páscoa que tive até agora. Porque percebi o quanto estão ténues os limites da minha sanidade mental. Não estivesse em casa a minha filha e eu não sei como é que tudo acabaria porque o meu desespero, o meu descontrole foi grande. Percebi em mim uma fragilidade que não conhecia, e por isso a partir de hoje passará a haver no meu blog mais uma rubrica em forma de cartas, dedicada à minha filha, que não me lerá, para já, mas que poderá fazê-lo mais tarde, se assim o entender. Porque me sinto capaz de quebrar a qualquer momento. Pedaços de mim. Pedaços daquilo que sou. Pedaços daquilo que gostaria que ela fosse... palavras que não quero que se percam com o meu próximo ataque de loucura. 

sinto-me: Em baixo....
publicado por soumaiseu às 11:28

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Quinta-feira, 30 de Março de 2017

On a diet...

O peso é uma coisa tramada. A nossa mente também. Quando os meus pais estiveram cá em casa eu emagreci e dei Graças a Deus por isso. Com o meu sogro eu engordo. E porquê? Comer é um ato social e em consequência disso eu dou comigo a imitar os comportamentos alimentares do Indiana Jones. Dei por mim a petiscar pão, beber água e comer fruta após as refeições, o que é deveras irritante porque nem estes nem outros hábitos igualmente nefastos faziam parte da minha maneira de estar à mesa. Resultado, na consulta da asma a médica reparou numa série de coisas graves: o resultado dos meus testes de função respiratória foi mau comparativamente com os últimos resultados o que se traduz num agravamento considerável da minha asma; a minha tensão arterial oscila entre o normal e o alto conforme o "apetite" e o meu peso está a dar cabo de mim e a afetar todo o meu organismo, são as articulações, é a coluna, é o esgotamento físico... Fui encaminhada para a consulta de nutrição do Hospital e estive hoje com o médico, um rapaz novo, "fresquinho", ainda com todos os conhecimentos muito presentes na cabeça, e por isso hoje a coisa tornou-se oficial: I'm on a diet. Dentro de 2 meses tenho nova consulta e até lá é suposto eu mudar e ganhar uma série de hábitos, cumprir uma série de regras, e perder entre 3 a 5 quilos. Uma coisa que eu noto de diferente em mim é que não estou com aquela pica, com aquele entusiasmo que me é tão frequente quando começo uma dieta. Estou calma. Mais decidida do que motivada em fazer as coisas de modo certo, devagar e lentamente. Um passo de cada vez. Vou dando notícias...

sinto-me: De boca fechada... LOL
publicado por soumaiseu às 20:51

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Quarta-feira, 22 de Março de 2017

Nostalgia em Ritanhês...

A petiz está quase a fazer 10 anos. Uma década de vida. Olho para trás e tenho saudades. Da barriga gigante, do dia em que a vi pela primeira vez, das lágrimas que deixei sair com orgulho porque aquela era a bebe mais perfeita e linda que eu já tinha visto na minha vida. Dos primeiros passos, da primeira palavra, do primeiro sorriso. Estamos quase nos 10 anos e tenho saudades desse bebe, das horas de sono perdidas durante a noite, do "Vamos fazer um Ó-o? Quem faz Ó-ó primeiro a Ritinha ou o Azul?", "A mamã, o Azui nã..." Saudades do ar de criança pequena que se vai perdendo com o passar dos anos. Saudades dos famosos "colhacos" (caracóis de cabelo em Ritanhês), do "Ritinha teim colhacos, Mamã teim colhacos, Papá num teim colhacos..."  e do olhar de censura das pessoas que não sabendo do contexto destas palavras olhavam para nós de lado. Saudades meu amor! De ti, do que foste, e já do que és, porque sei que a partir de agora é sempre a crescer, "a vida é sempre a perder"... Num piscar de olhos serás já uma mulher. E eu estarei morta de saudades... 

sinto-me: Nostálgica
publicado por soumaiseu às 10:43

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Segunda-feira, 20 de Março de 2017

Quando...

... me perguntam como aguento, como suporto esta situação, como é que eu consigo fazer certas e determinadas coisas. Quando me dizem "que forte tu és, que fibra tu tens, que mulher rija tu me saíste"... Digo-vos que não sou nem menos nem mais do que os outros. Só eu sei a dificuldade com que me mantenho de pé.  Só eu sei o esforço que faço para não ceder à tentação de me deixar cair prostrada e me deixar ir com a corrente. Só eu sei as lágrimas que engulo e as vezes que fecho os olhos e calo a minha voz para que ninguém perceba em mim a vontade terrível que tenho de chorar. Para que ninguém me adivinhe a voz em soluço e a garganta apertada. Só eu sei como ando, como me sinto, como me vou mantendo à tona e o quanto isso me custa e me desgasta. Pura teimosia. É esse o meu segredo. Teimosia em não me permitir ceder e em me forçar a manter de pé. Como as árvores. Ainda que por dentro se adivinhe um tronco oco...

sinto-me: Murcha...
publicado por soumaiseu às 12:06

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Sabemos que....

... estamos gordas quando chegamos a casa, nos baixamos para fazer uma festa à cadela, e o cinto que nos segura as calças rebenta. Não parte a fivela, não descose, a pele simplesmente estoira e fica um pedaço para cada lado lado... Juro-vos que nunca me tinha acontecido.

sinto-me: Espantada!
publicado por soumaiseu às 12:01

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